A tarja rosa

Um aviso: Não temos respostas. Temos novas perguntas.

Para viver basta estar vivo

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Enquanto eu estou aqui escrevendo tem gente vivendo. E diante dessa frase eu me pergunto. Qual a idealização que as pessoas fazem de sua própria vida? Ou das vidas dos outros? Ou porque será que acreditam que estar com o corpo parado e a mente em movimento pode significar algo contrário a uma vivência plena? A resposta é que a resposta não existe. Cada um é que sabe de onde tirou suas teorias, sejam elas malucas ou não. Receio ter escolhido um tema tão árduo quanto as areias do Saara. E por incrível que isso possa parecer é o tipo de coisa que me faz pensar durante dias, semanas…

Minha opinião está bem clara e sem disfarces no título, em se tratando de viver basta estar vivo, posto que em grande parte da existência, a minha ou a sua, não estaremos conquistando novos mundos ou desbravando outras dimensões. Até hoje, ao menos, não foi assim.

Tive meus momentos absurdamente bons, ainda bem, tenho visões inesquecíveis e tão nítidas que nenhuma máquina moderníssima de fotografia poderia captar tão bem quanto a minha retina, mas, eles cabem em menos de um terço das minhas pouco mais de quatro décadas de vida.

Acredito que produzir algo de que se sinta um mínimo de orgulho ou prazer, e conseguir olhar para os outros seres humanos ao seu lado e amá-los já uma grande atividade, um senhor legado. Se der para inventar algo melhor para a humanidade, ok, se der para ajudar outros seres vivos, ok também, se você passar pela vida sem ser seduzida pela corrupção e pela maldade para chegar mais rápido, tanto melhor. Se a maldade dos teus semelhantes humanos não te alcançar pesada e certeira, você já está fora da média, tem sorte. E durante isso tudo, havia vida, você pulsava enquanto respirava, pode crer.

Acho que a vida que vivemos sem saber, a caminhada que desenvolvemos desde nosso despertar pela manhã, a ida até o banheiro, já é pura perfeição. Já tinha prestado atenção nisso? Provavelmente não. É algo automático. Coisa de quem deixa os instintos de lado, mas sigamos.

Muitas vezes estamos sentados uma cadeira no escritório, mas imaginando o estofado de um iate na Europa. Nada contra essa fantasia. Porém, lá não há mais vida que aqui, o que há são aventuras e o desconhecido que custa mais caro. O mente é tão vasta quanto o mundo, quer dizer, o mundo é menor.

Estou sendo muito simplista? Pode ser. Como posso comparar duas realidades tão diferentes? É simples. Porque é isso que eu tenho hoje. E eu não desprezarei o que eu sou hoje e o que eu vivi para estar aqui, pois, foram minhas escolhas, sejam elas como tenham sido, são minhas. Haja nobreza nisso ou não. E quem é que irá dizer que isso não é viver? Vive-se!

 

P.s.: Parece que o título é meio óbvio, e é mesmo. Quando eu escrevo, o faço primeiramente para mim. Não serei hipócrita a ponto de dizer que não. E será que tem alguém que não escreve para si? Seja essa pessoa um jornalista, um escritor, um contador, um poeta. 

 

 

 

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Autor: Giseli

Giseli Miliozi, jornalista, blogueira, maquiadora e artista. Escreve há bom tempo sobre o universo feminino, moda e comportamento. Adora Star Wars e De Volta para O Futuro e os anos 80. Acredita na máxima: "Estressada, deprimida, ok, mal vestida e sem batom, nunca!"

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