A tarja rosa

Um aviso: Não temos respostas. Temos novas perguntas.


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Sereia hightech

Se tem uma loja gringa interessante para se gastar uma graninha que se suou para ganhar é a Black Milk Clothing. São leggings, bodies, lingeries, maiôs e outros mimos colantes e com estampas totalmente sensacionais.

Das incontáveis estampas muito amadas, vou destacar a que mais desejo no momento, a de escama de sereia. Mirem só.

Essas peças ainda não são vendidas no Brasil, mas dá para comprar no site e eles entregam aqui. Preparem-se para custos com taxas e impostos, não sai barato. Há similares com brilho, glitter e estampas legais, mas ainda não vi nenhuma marca com texturas e cores tão legais.

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Constanza, novelas e SPFW

Constanza aos 73 anos, com 50 de carreira em moda para mulheres rais. Foto: Giseli Miliozi

Constanza Pascolato na SPFW falou da moda para mulheres reais. Foto de Giseli Miliozi

Essa semana está acontecendo a São Paulo Fashion Week na Bienal do Ibirapuera, e termina hoje, portanto, eu estou meio lá, meio cá, de olho nas tendências, mas sem perder de vista, o chão, sim, quer dizer os pés, no chão.

Quem costuma trabalhar na Semana de Moda, todo ano, ou a cada 7 ou 8 meses, notou diferenças no evento que está acontecendo esta semana, que serve para mostrar as coleções do verão de 2014. Ele está, digamos, mais enxuto e mais direcionado a quem realmente trabalha e vive da moda, em seus diversos meandros, estilistas, maquiadores, modelos, costureiras, lojistas, e estudantes de moda.

Em vez de um evento que ocupava três andares, apenas o térreo e o segundo andar estão sendo utilizados, quase não há lounges, tudo foi otimizado. O que representa um alinhamento com os novos tempos que vivemos. Otimizados.

Não dá para dizer que há uma crise, a moda sempre ocupa seu lugar, o que há é um direcionamento. Isso a meu ver, é o melhor para todos, para quem trabalha na realização do evento, para a imprensa especializada que analisa todo esse processo.

Essa realidade não consegue tirar a importância e o brilho do evento, afinal de contas sempre tem algo para ver, aprender e aproveitar.

E entre uma correria aqui e um bastidor ali, colhi um recado de uma das figuras mais legais da moda, Constanza Pascolato, que está completando 50 anos de carreira, e sabe bem separar fashionismo e vida real. Esse encontro fortuito aconteceu no segundo dia de Fashion Week durante minha cobertura para o Vila Mulher.

Entre diversas tietes, consegui bater um papo com ela, e perguntei se nós mulheres da vida real podemos tirar algo da semana de moda, menos conceitual, e ela me disse que se nesse evento não houvesse roupa conceitual, o povo de moda iria chiar, porque eles também vão ali atrás de conceitos, daquele além, do algo mais.

A tradução desses conceitos é o papel do profissional de moda. As mulheres de hoje estão com tudo, inclusive sorte, porque muitas roupas de estilista foram parar em fast fashions, e pode-se usar tudo como inspiração, não precisa ser igual, melhor ainda usar a criatividade e ser original. Dá para usar new look sem ter Dior, basta saber produzir um estilo, saia rodada com cintura marcada. Pronto.

Quando escolhemos uma cor, ou vemos uma roupa incrível, e a compramos, muitas de nós, aliás a maioria, não imaginamos como ela foi concebida. O ponto de partida pode ter sido um evento de moda, que serve de vitrine para quem quer vender sua ideia, assim como as vitrines das lojas servem para nós, que também procuramos por novidades.